"Dá-se o nome de Restauração ao regresso de Portugal à sua completa independência em relação a Castela em 1640, depois de sessenta anos de regime de monarquia dualista (1580-1640) em que as coroas dos dois países couberam ambas a Filipe II, Filipe III e Filipe IV de Castela.Nos anos imediatamente anteriores a 1640 começou a intensificar-se o descontentamento em relação ao regime dualista em parte dos membros da classe aristocrática, dos eclesiásticos (principalmente os jesuítas, que exploraram nesse sentido as crenças sebastianistas – e, em geral, «encobertistas») e acaso também entre os interessados no comércio com as províncias ultramarinas do Atlântico. (…) A má administração do governo espanhol constituía uma grande causa de insatisfação dos Portugueses em relação à união com Castela. Dessa má administração provinha o agravamento dos impostos. (…) A 6-VII-1628 era expedida a carta régia que, sem o voto das Cortes (por tradição, indispensável para que se criassem novos tributos), mandava levantar, por meio de empréstimo forçado, as quantias necessárias para a defesa, durante seis anos, de todos os lugares dos nossos domínios ameaçados pelos estrangeiros. A população mostrou logo a sua má vontade. (…) A tensão agravou-se quando o clero (cujos privilégios o isentavam de tais imposições) se viu também incluído na colecta geral. (…) Também no Ultramar surgiram protestos. (…) Em 1635 era estendido a todo o reino o imposto do «real de água», bem como o aumento do das sisas. Em 1634 confiava Olivares o governo de Portugal a uma prima co-irmã de Filipe IV, a princesa Margarida, viúva de Vicêncio Gonzaga, duque de Mântua. Ao mesmo tempo (fins de 1634) Miguel de Vasconcelos era transferido do seu posto de escrivão da Fazenda para as elevadíssimas funções de secretário de Estado, em Lisboa, junto da duquesa, cargo em que teve ensejo de desagradar muito aos Portugueses não partidários de Castela. (…) Num escrito editado em 1641, sob o título Relação de tudo o que se passou na felice aclamação, declara-se que D. António de Mascarenhas «fora a Évora a amoestar aos cabeças daquela parcialidade que não desistissem do começado e que, para que a empresa tivesse bom sucesso, pedissem amparo à Casa de Bragança». Era no duque, com efeito, que se pensava para chefe da insurreição e futuro monarca de Portugal independente; mas ele não achava oportuno o momento para tão grande aventura, e tratou de dar provas públicas de que reprovava a ideia. É de notar, todavia, que aos incitamentos internos se acrescentava um exterior, provindo da França, (…) então em luta com a Espanha, [que] se empenhava em impelir Portugal e a Catalunha contra o governo de Madrid. (…) Em 1638 tomou o conde-duque uma outra resolução que descontentou a nossa gente: a pretexto de os consultar sobre uma projectada reforma da administração do nosso País, convocou a Madrid grande número de fidalgos, e ordenou levas de tropas para servir nas guerras que a monarquia espanhola sustentava, sangrando assim Portugal das suas maiores forças. (…) O que veio dar mais impulso à ideia da independência foram as novas exigências do conde-duque. Em Junho de 1640, com efeito, insurgia-se a Catalunha, e Olivares pensou em mandar portugueses a combater os catalães revoltados, ao mesmo tempo que se anunciavam novos impostos. (…) Aderiram à conjura o juiz do povo, os Vinte e Quatro dos mesteres e vários eclesiásticos, entre os quais o arcebispo de Lisboa, D. Rodrigo da Cunha. Deram também a sua colaboração o doutor Estêvão da Cunha, deputado do Santo Ofício, e D. António Telo. Em Outubro realizou-se uma reunião conspiratória no jardim do palácio de D. Antão de Almada, a S. Domingos, em Lisboa. Assistiram, além dele, D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo, Jorge de Melo, Pêro de Mendonça e João Pinto Ribeiro. (…) Teve também influxo na resolução a mulher do futuro Monarca, D. Luísa de Gusmão. (…) Chegado a Lisboa a 21-XI-1640, João Pinto Ribeiro convocou os conspiradores para uma reunião num palácio que o duque tinha em Lisboa e onde ele, João Pinto, residia. Decidiu-se estudar em pormenor o plano do levantamento, amiudando-se as reuniões. Por fim, marcou-se o momento de sublevação: 9 horas da manhã de sábado, 1.º de Dezembro. Na noite de 28 para 29 surgiram complicações, por haver quem julgasse que eram poucos os conjurados; mas João Pinto Ribeiro, a quem quiseram encarregar de transmitir ao duque o intuito de se adiar, opôs-se tenazmente a tal ideia, numa discussão que se prolongou até as 3 horas da manhã. (…) O dia 1.º de Dezembro amanheceu de atmosfera clara e muito serena. Tinham-se os conjurados confessado e comungado, e alguns deles fizeram testamento. Antes das 9 horas foram convergindo para o Terreiro do Paço os fidalgos e os populares que o padre Nicolau da Maia aliciara. Soadas as nove horas, dirigiram-se os fidalgos para a escadaria e subiram por ela a toda a pressa. Um grupo especial, composto por Jorge de Melo, Estêvão da Cunha, António de Melo, padre Nicolau da Maia e alguns populares, tinha por objectivo assaltar o forte contíguo ao palácio e dominar a guarnição castelhana, apenas os que deveriam investir no paço iniciassem o seu ataque. Estes rapidamente venceram a resistência dos alabardeiros que acudiram ao perigo e D. Miguel de Almeida assomou a uma varanda de onde falou ao povo. Estava restaurada a independência…"
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Assinalam-se hoje os 385 anos do Dia da Restauração da Independência Nacional
Hoje, dia 1 de Dezembro, comemora-se o Dia da Restauração, que teve lugar há 385 anos, no ano de 1640. Por ser uma data importante, que se celebra como sendo um dia de feriado nacional, o Campomaiornews aqui deixa uma resenha da história associada a esta data.
Banda 1º de Dezembro de Campo Maior comemora a passagem do 89º aniversário
A Associação de Cultura e Recreio Musical 1º de Dezembro de Campo Maior celebra hoje, 1 de dezembro, os seus 89 anos com um concerto no Museu Aberto de Campo Maior, que terá lugar pelas 16 horas, com a participação da Dança Oriental.
A Banda 1º de Dezembro de Campo Maior, é uma das associações mais antigas do concelho, merece que se registe o seu aniversário.
Sediada no Largo do Barata, esta Associação, denominada de Sociedade Recreio Musical 1º de Dezembro, que é uma das mais antigas instituições de Campo Maior, tem contribuído ao longo dos anos para o desenvolvimento da cultura no concelho, em particular no que à música diz respeito.
A Banda, que tem Francisco Pinto como Maestro, conta actualmente com mais de duas dezenas de músicos, de ambos os sexos, no seu activo e possui todos os instrumentos necessários quer para a sua actividade quer para ministrar aulas a quem quiser aprender, sendo que neste momento a Escola de Música da Banda é frequentada por vários alunos, que o fazem de forma totalmente gratuita.
A História da Banda
A Banda 1º de Dezembro foi fundada em 1936, na altura com o nome de Academia dos Amadores Campomaiorenses, após um interregno de alguns anos em que Campo Maior ficou sem Banda, devido ao desaparecimento quase em simultâneo das duas Bandas até então existentes. Saiu a tocar em 1 de Dezembro de 1936, que foi considerada a data de fundação, sendo na altura dirigida pelo Maestro Lino Fernandes.
Tem mantido desde essa data uma actividade constante, tendo atingido numa 1ª. Fase o seu ponto alto quando foi convidada em 1952 a tocar na inauguração da ponte de Vila Franca de Xira, sendo que nessa altura possuía uma orquestra de jazz, que animava os fins-de-semana em Campo Maior e arredores.
Durante a década de 40 formaram-se em Campo Maior dois grupos de Jazz denominados “os Jotas” e a “Orquestra Vitória”, que eram compostos por músicos da Banda. O director da Orquestra Vitória era um antigo Maestro da Banda, parte da década de 40, António João Paio, e o Mestre dos Jotas, era o mesmo que da Banda, o 1º. Sargento Lourenço Alves. Anteriormente o Mestre António João Paio, tinha abandonado por ter tido umas desavenças com alguns músicos.
No ano de 1949, a Banda tinha um serviço e a orquestra Vitória também tinha um serviço. Nessa altura tentou-se impor aos músicos, que tocavam na orquestra que, em primeiro lugar estava a Banda, dado os instrumentos serem da mesma e não da orquestra. Esse facto levou a que alguns músicos abandonassem a Banda e que a orquestra tivesse comprado instrumentos para os seus músicos. Devido á rivalidade entre os músicos dos dois grupos musicais, a Banda quase parou a sua actividade.
A Banda nem sempre teve como sede a actual casa, onde se encontra desde 1949, de início a sede era na Rua Lourenço Caiola (Mouraria de Baixo), por cima do edifício da Casa do Povo. Em determinada altura ainda ensaiou no edifício da Câmara Municipal.
Posteriormente, em meados da década de 50, para efectuar serviços, a Banda tinha que se reforçar com músicos vindos de Elvas, e os músicos da nossa Banda iam reforçar a de Elvas, quando esta tinha serviços. Nas duas décadas seguintes foi-se mantendo o mesmo panorama, sendo que durante a década de 60 por duas vezes, o Maestro José Passão fez duas escolas de música, que deram alguns frutos e na década de 70, também conseguiam formar uma boa escola de músicos. Durante estes anos viveu um período algo conturbado, até que em 1980 se iniciou o actual projecto que tem mantido a Banda em actividade ininterrupta até aos nossos dias.
Foi dirigida pelo Maestro Manuel Canelas da Encarnação, o qual se manteve na sua regência até final de 1997, sendo esta assumida por João Manuel Gurriana Batuca, até 1999, desde o final de 1999 até há pouco, o regente foi Fernando Manuel Grifo Matias.
Actualmente a Banda conta na sua direcção musical com o Mastro Francisco Pinto. A Banda conta com mais de duas dezenas de músicos no seu activo e possui todos os instrumentos necessários para a sua actividade quer para ministrar aulas a quem quiser aprender.
A Banda 1º de Dezembro de Campo Maior foi fundadora da Federação de Bandas do Distrito de Portalegre e nessa qualidade integra a Além Tejo Música – Associação de Bandas Filarmónicas do Alentejo, sendo também sócia da Confederação das Colectividades de Cultura e Recreio.
Dois detidos por furto de azeitona em Campo Maior
O Comando Territorial de Portalegre, através do Posto Territorial de Campo Maior, no dia 18 de novembro, deteve um homem de 64 anos e uma mulher de 60 anos, por furto de azeitona no concelho de Campo Maior.
No âmbito de uma ação de patrulhamento realizada numa área rural ocupada por olival, naquele concelho, os militares da Guarda surpreenderam os suspeitos no momento em que estes procediam à apanha de azeitona sem autorização do proprietário, circunstância que motivou a sua detenção em flagrante delito.
A ação resultou na detenção dos suspeitos e na apreensão de diverso material, designadamente os utensílios utilizados na prática do furto, e 143 quilos de azeitona, que foram restituídos ao legítimo proprietário.
Os detidos foram constituídos arguidos, e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Elvas.
A GNR recorda que se encontra a decorrer a Operação Campo Seguro, cujo objetivo é intensificar a sensibilização, o patrulhamento e a fiscalização nas explorações agrícolas e florestais em todo o território nacional, no sentido de reprimir a prática de crimes de furto de produtos e máquinas agrícolas, crimes de Tráfico de Seres Humanos em contexto laboral e prevenir a ocorrência de acidentes com veículos ou máquinas agrícolas e florestais.
Assinalam-se hoje, dia 5 de Outubro, 115 anos da Implantação da República Portuguesa
A implantação da República em Portugal foi levada a cabo por um movimento de cidadãos apoiantes do republicanismo nacional, a 5 de Outubro de 1910. Estes cidadãos não concordavam que Portugal fosse governado pela monarquia. Chefiados por Teófilo Braga, os cidadãos procederam a um golpe de estado, destituíram a monarquia constitucional e implantaram o regime republicano.
Após a proclamação da República foi criado um governo provisório chefiado por Teófilo Braga. Em Agosto de 1911 foi aprovada uma nova Constituição, tendo início a Primeira República Portuguesa.
Com esta mudança foram alterados alguns símbolos do país como o hino e a bandeira nacional, que passou de azul e branca para verde e vermelha.
Autor campomaiorense João Lages Fernandes vence Prémio Literário Hugo Santos com a obra "O Relógio de Areia Avesso ao Tempo"
A obra "O Relógio de Areia Avesso ao Tempo", assinada sob o pseudónimo Fernando de Bulhões, foi distinguida com o Prémio Literário Hugo Santos, promovido pela Câmara Municipal de Campo Maior.
O autor, João Lages Fernandes, natural de Campo Maior, é profissional da informática e novas tecnologias que tem na escrita um hobby de longa data, irá receber um prémio monetário de 1.500 euros e verá o trabalho publicado em livro, numa edição da autarquia.
Instituído em homenagem ao escritor campomaiorense Hugo Santos, o galardão tem como objetivos fomentar a leitura e a escrita, valorizar a língua portuguesa e incentivar a criação literária.
A quarta edição do prémio distingue, assim, uma narrativa que se insere no universo do realismo mágico, evocando referências da literatura sul-americana.
Segundo a sinopse divulgada, a história decorre numa vila da planície onde surge um enigmático relógio que altera a ordem do tempo e o quotidiano da comunidade. A personagem central é Elvira Remédios, uma mulher que transporta consigo os ecos do inexplicável. A narrativa convida o leitor a refletir sobre a natureza do tempo e da própria existência.
Celebra-se hoje, 8 de Setembro, o dia da Extremadura espanhola
Celebra-se hoje, dia 8 de Setembro, o feriado da Comunidade Autónoma da Extremadura, no país vizinho.
O Dia da Extremadura coincide com a festa em homenagem à Virgem de Guadalupe, padroeira da comunidade autónoma. Diz-se que o Dia da Extremadura coincide com o dia em que nasceu a referida Virgem e por isso se celebram ambas as festividades.
O dia oficial do território é comemorado desde 1985, quando 8 de setembro foi a data escolhida como o grande dia da comunidade, algo que está incluído na Lei 4/1985, de 3 de junho, do Dia do Escudo, do Hino e da Extremadura.
O Campomaiornews felicita os nossos vizinhos e irmãos neste dia de celebração.
Bombeiros de Campo Maior recebem doação de família na Campanha “Garrafa Solidária 2025”
O Corpo de Bombeiros Voluntários de Campo Maior recebeu, esta semana, mais uma valiosa contribuição para a Campanha “Garrafa Solidária 2025”.
A família Miranda entregou águas para apoiar a corporação, num gesto de solidariedade que foi recebido com enorme gratidão.
A iniciativa, que decorre durante todo o verão, apela à comunidade para a entrega de garrafas de água, fundamentais para garantir a hidratação dos bombeiros em contexto de emergência e combate a incêndios.
Em comunicado, os Bombeiros de Campo Maior sublinharam que “a solidariedade tem força, tem rosto e tem coração”, agradecendo o gesto da família Miranda e reforçando que cada contribuição faz a diferença no dia a dia da corporação.
Fonte: LinhasdeElvas
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Sporting Clube Campomaiorense comemora hoje, dia 1 de Julho, o seu 99º aniversário
O Sporting Clube Campomaiorense, que é Presidido por João Manuel Nabeiro, assinala hoje, dia 1 de Julho, 99 anos de existência. Relembrando as suas origens, aqui deixamos uma resenha histórica deste clube de Campo Maior.
"O Sporting Clube Campomaiorense, uma das mais antigas instituições do concelho de Campo Maior, nasceu no dia 1 de Julho de 1926.
O ano da fundação, terá sido totalmente dedicado às tarefas de organização do clube, tais como a angariação dos sócios e dos fundos necessários, a constituição das equipas, a realização de treinos e a confecção dos equipamentos.
O clube nasceu, pelo nome, pelas cores e pelos símbolos, ligado à imagem do Sporting Clube de Portugal, mas não há referência explícita de que se tenha de imediato constituído como filial do clube de Lisboa. Contudo, tudo leva a crer que foi quase coincidente com a sua fundação, a sua constituição como 27ª filial do Sporting Clube de Portugal.
Em assembleia foram eleitos os primeiros corpos sociais, e aprovados os estatutos do clube. A direção administrativa era então liderada por Domingos António Rabiais, como presidente, Manuel Lavadinho Mourato, secretário, João Conde Gonçalves, como tesoureiro. Um ano depois, já em 1927, Domingos Rabiais surge como presidente, no primeiro ato eleitoral realizado no clube.
Presidir a um clube como o Campomaiorense, que encerra mais de oito décadas de história, será por si só, uma honra. Dar continuidade a um trabalho iniciado em tempos difíceis, será um desafio. Certamente os mentores, e criadores, do Campomaiorense nem sequer sonharam que o seu clube um dia pudesse estar entre os maiores clubes do nosso país. Para que o clube chegasse até aos nossos dias, muito trabalho foi efectuado, desde a fundação até à atualidade.
Seria difícil enumerar todos os que, ao longo dos tempos, dedicaram tempo e esforço, e até dinheiro, para manter e dar impulso a este projecto que deu vida e forma ao Sporting Clube Campomaiorense. Todos eles fazem parte da história deste clube.
Actualmente a direcção é presidida por João Manuel Nabeiro, o homem que conseguiu levar o clube até ao expoente máximo do futebol português. Cabe-lhe esse mérito e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de continuar, e preservar, o clube que nasceu em 1926. À frente dos destinos do clube há precisamente três décadas, João Manuel Nabeiro sucedeu ao seu pai, uma figura incontornável da vida do clube, o Comendador Manuel Rui Azinhais Nabeiro. Na condição de Presidente Honorário, Rui Nabeiro continua ligado ao clube, contribuindo e patrocinando as suas actividades.
Ao longo da sua existência, muitos dirigentes e muitos atletas, de muitas gerações envergaram, defenderam e honraram as cores do Campomaiorense, tornando possível a sua existência. No tempo do profissionalismo, por aqui passaram figuras bem conhecidas do futebol português, entre atletas e treinadores.
De toda a sua história, com muitos êxitos pelo meio, a segunda metade da década de 90, foi aquela em que o Sporting Clube Campomaiorense mais se notabilizou, ao chegar ao topo do futebol português.
Foram dois os momentos altos e marcantes do clube:
O primeiro, a subida pela primeira vez à primeira divisão nacional, na época de 1994/95, que irá, para sempre, ficar escrita a ouro nas páginas da sua história. Manuel Fernandes é o treinador que irá ficar para sempre ligado à história do clube, por ser o primeiro a conseguir levar o Campomaiorense ao topo do futebol português.
O segundo, na época de 1998/99 o Sporting Clube Campomaiorense conseguiu chegar pela primeira vez à final da Taça de Portugal, a prova rainha do futebol português. Foi o realizar de um sonho alimentado, durante muitos anos, pelos responsáveis do clube. Ao Campomaiorense, que foi a primeira equipa alentejana a conseguir chegar á final desta prestigiada competição, só faltou conquistar o troféu que o Beira Mar arrecadou.
Desvaneceu-se o sonho mas o Campomaiorense continuou o seu percurso até aos dias de hoje. No futebol, o clube mantém apenas os escalões de formação em actividade e competição, com muitos jovens atletas a frequentarem a sua academia.
Com excelentes instalações desportivas, construídas e melhoradas ao longo dos tempos, como o Estádio Capitão César Correia, com dois relvados e um sintético, um ginásio, o Pavilhão Rui Nabeiro e a clínica Clube de Saúde, o Sporting Campomaiorense foi criando melhores condições para a prática desportiva.
Entretanto outras modalidades foram surgindo, e o clube tornou-se eclético, com equipas de futsal feminino, basquetebol, judo, atletismo, ginástica, natação, BTT. São muitas centenas de atletas que atualmente, nas várias modalidades, dão vida ao clube e garantem a sua continuidade.
A já longa história do Sporting Clube Campomaiorense continua a ser escrita todos os dias. As gerações actuais, e as vindouras, seguramente saberão manter viva a chama deste clube que tem sido, ao longo dos tempos, o orgulho de todos os campomaiorense."
Informações recolhidas no livro:
Sporting Clube Campomaiorense, Das Origens à Actualidade, 1926 - 2001,
da autoria de Francisco Galego e Joaquim Folgado
EDITORIAL - Realmente o mundo está mesmo louco
Realmente o mundo está mesmo louco, como alguém afirmou em tempos.
Na capa de um jornal diário, de hoje (Correio da Manhã), 24 de junho, pode ler-se que o preço do petróleo pode duplicar, devido aos conflitos entre Israel e o Irão.
C.Lagarde, presidente do BCE, veio entretanto alertar para as consequências económicas devido a estes conflitos, em termos dos custos energéticos.
Agora, há escassos minutos atrás sou surpreendido com uma notícia a correr em rodapé numa televisão, que versa o seguinte: "PREÇO DO PETRÓLEO EM QUEDA APÓS DECLARAÇÕES DE DONALD TRUMP"
Tudo muda no mundo, nas nossas vidas, em escassos momentos.
O que irá acontecer amanhã, ou daqui a pouco?
A gasolina sobe, ou desce?
A guerra acaba, ou continua?
A verdade é que vivemos tempos de incerteza, a todos os níveis. O que hoje é verdade, amanhã é mentira. E vamos fazer o quê?
Esperar que impere o bom senso junto daqueles que têm influência no mundo, e nós por cá, por enquanto, vamos utilizando a arma que a Democracia nos dá, escolhendo aquilo que queremos.
Empresário Rui Bento Nabeiro distinguido com o galardão de Melhor CEO do Ano de 2025
O empresário campomaiorense Rui Bento Nabeiro, Engenheiro Civil, proprietário e CEO da empresa de construção civil CONSTRUSERV, foi distinguido com o galardão de Melhor CEO do Ano de 2025. O galardão foi entregue numa cerimónia que se realizou em Madrid, no passado dia 31 de Maio.
Foi em reconhecimento à sua contribuição excepcional para o crescimento empresarial e ao impacto tangível que a sua liderança teve no desempenho da empresa e no posicionamento de mercado, que levou a Best CEO Awards a atribuir-lhe esta distinção.
O reconhecimento vai para além de um marco, é uma afirmação pública da liderança de Rui Bento Nabeiro, da sua visão e do impacto duradouro que causou no setor da sua empresa. Desta forma, posiciona-se não apenas como um grande empreendedor, mas como um dos poucos verdadeiros pontos de referência nos negócios europeus atualmente.
Apenas um número seleto de finalistas é aprovado a cada ano para integrar o Programa de Homenageados, do Best CEO Awards, tornando este reconhecimento um dos mais exclusivos e respeitados prémios de liderança de alto nível em toda a Europa.
Este prestigiado evento é concebido para celebrar os líderes excepcionais selecionados para o Programa de Homenageados, proporcionando um ambiente de networking de elite onde executivos e empreendedores de topo poderão conectar-se, colaborar e explorar novas oportunidades de negócios.
Está assim de parabéns este jovem e dinâmico empresário campomaiorense.
Campo Maior vai ter uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados, num projeto da Santa Casa da Misericórdia com o apoio do Município
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| Edifício do antigo ciclo preparatório, na Av. Humberto Delgado vai receber Unidade de Cuidados Continuados |
Campo Maior vai ter uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados, que será instalada no edifício do antigo ciclo preparatório, na Av. Humberto Delgado.
A Santa Casa da Misericórdia assinou hoje o contrato de financiamento, de cerca de 3 milhões de euros, para a futura Unidade, num projeto que conta com o apoio técnico do Município, que cede o edifício, bem como financeiro, com a autarquia a assegurar a contrapartida nacional do financiamento.
A assinatura teve lugar na manhã de hoje, 17 de Abril, na Aula Magna, em Lisboa, e contou com a presença do Vice-Presidente do Município, Paulo Pinheiro, do Ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, da Secretária de Estado da Gestão da Saúde, Cristina Vaz Tomé, e do Presidente do Concelho Diretivo da ACSS, André Trindade.
A Cerimónia de Assinatura do Contratos de Financiamento no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), referente ao reforço da Rede nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), enquadrada no Aviso nº 25/C01-i02/2024, entre a Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior (SCMCM), na pessoa do seu Provedor José Jorge Pereira, e o Governo de Portugal para a criação de uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) em Campo Maior.
O projeto prevê a recuperação e reconversão do edifício da antiga Escola Básica 2 de S. João Batista numa UCCI e conta com o apoio técnico e financeiro do Município de Campo Maior que, numa primeira fase, cedeu o referido imóvel à SCMCM através de um contrato de comodato.
A criação de uma UCCI no concelho de Campo Maior reveste-se de particular importância, não só pela resposta direta às necessidades da população envelhecida, como pelo contributo que dá para a coesão social e o desenvolvimento local. Esta infraestrutura permite garantir um acompanhamento contínuo e humanizado a utentes em situação de dependência temporária ou permanente, promovendo a recuperação e a melhoria da qualidade de vida. Além disso, alivia a pressão sobre os serviços hospitalares e reforça a rede de apoio às famílias, muitas vezes sobrecarregadas com os cuidados a prestar. A UCCI assume, assim, um papel fundamental na promoção da saúde pública e no fortalecimento da rede de cuidados de proximidade no nosso concelho e região.
Paralelamente, este projeto vai permitir ainda fazer uso do edifício devoluto do antigo ciclo preparatório, o que irá resultar na dinamização e na reconversão daquela zona da vila, um claro exemplo de reabilitação urbana e de sustentabilidade.
Campo Maior acolhe em maio certames nacionais de olivicultura e do azeite
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| O azeite é “a produção agrícola com maior peso na economia” de Campo Maior. Foto - DR Público |
A Feira Nacional de Olivicultura (FNO) regressa, em maio, a Campo Maior, no distrito de Portalegre, passados cerca de 20 anos, decorrendo em paralelo o 8º. Congresso Nacional do Azeite (CNA).
O evento, promovido pelo município e pelo Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL), vai contar com um espaço de exposição no jardim municipal, enquanto o Congresso Nacional do Azeite realiza-se no Centro Cultural de Campo Maio.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a organização indicou hoje que a feira vai ter lugar entre os dias 22 e 25 de maio e o congresso entre os dias 22 e 23 do mesmo mês.
“A FNO e o CNA vão reunir olivicultores, industriais, comerciantes e consumidores de azeite num momento único de partilha de conhecimento e na maior celebração anual do setor nacional olivícola e oleícola”, lê-se no documento.
De acordo com os promotores, as inscrições para participar no evento já estão abertas e decorrem até ao dia 17 de abril.
“O azeite é a produção agrícola com maior peso na economia do concelho de Campo Maior, região onde o olivoturismo tem cada vez mais relevância, a par da vinha e do enoturismo”, disse a organização.
Os promotores recordaram ainda que o Alentejo produz “quase 90%” do azeite nacional, sendo a região composta por “209 mil hectares de olival, mais de 116 lagares e mais de 95% de azeite virgem e virgem extra” produzido.
“O Alentejo tem papel de destaque na posição de Portugal como sexto maior produtor de azeite do mundo e terceiro maior exportador europeu, sendo responsável por cerca de 90% da produção nacional de azeite”, sublinharam.
No mesmo documento, os promotores realçaram que a produção nacional de azeite, na campanha 2024-2025, deverá crescer até às cerca de 190 mil toneladas, o que faz com que este seja “o segundo melhor resultado de sempre”.
A organização recordou ainda que Portugal, na campanha anterior (2023-2024), foi reconhecido como o país que produz o azeite de “melhor qualidade do mundo”.
As exportações deste produto ultrapassaram os “mil milhões de euros” no final de 2023, vincaram.
Fonte: Agroportal
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Jogo de futebol do escalão de juniores, em Campo Maior, termina em pancadaria
Jogo de futebol do escalão de juniores, em Campo Maior, termina em pancadaria.
Pai de um atleta agrediu um jogador e provocou onda' de agressões, no jogo entre o Sporting Campomaiorense e a AD Castelo de Vide, disputado na manhã do passado domingo, 23 de fevereiro.
Uma agressão , na bancada, que envolveu o pai de um atelta e um jogador da equipa contrária provocou um ambiente de agressões dentro e fora do campo.
A partida colocou frente a frente o Campomaiorense e o AD Castelo de Vide e contou com a arbitragem de Oberto Santos, tendo como assistentes Rodrigo Vicente e Henrique Gil. O jogo decorreu no Campo de Jogos João Manuel Nabeiro, rtelvado sintético, em Campo Maior.
Luís Maia, coordenador do futebol do Campomaiorense referiu como tudo aconteceu.
Notícia: TDS - Televisão do Sul
Mosteiro em Campo Maior acolheu Profissão de Votos Simples de Soror Carmen Maria dos Anjos
A Profissão de Votos Simples de Soror Carmen Maria dos Anjos, da Ordem da Imaculada Conceição, teve lugar este sábado, dia 8 de Fevereiro, nos Claustros do Mosteiro da Ordem, em Campo Maior.
A cerimónia foi presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, perante uma igreja repleta de familiares, amigos e fiéis.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Paulo Pinheiro, também marcou presença neste acto.
Comando Territorial da GNR de Portalegre recebeu novas viaturas para segurança da população
Novas viaturas operacionais estão agora à disposição dos militares da GNR do distrito, pertencentes ao Comando Territorial de Portalegre.
Os guardas posaram junto dos novos meios terrestres e as imagens partilhadas pela GNR em Ponte de Sor, Portalegre, Nisa, entre outros locais do Alto Alentejo, assinalam o reforço das novas viaturas direccionadas para o policiamento de proximidade e segurança dos cidadãos.
Fotos: GNR
Delta Cafés lidera ranking das marcas com reputação de excelência em Portugal
A Delta Cafés encontra-se no topo do ranking das marcas com reputação de excelência em Portugal, de acordo com o estudo de “Reputação de Marca em Portugal”, que avalia a estratégia e a força das marcas, bem como a avaliação financeira.
Os dados do estudo da consultora OnStrategy revelam uma análise detalhada da dimensão emocional da reputação, considerando indicadores como Relevância, Consideração, Confiança, Admiração, Intenção de Compra, Preferência, Recomendação e Defesa.
A marca da empresa alentejana, sonhada e pensada pelo Comendador Manuel Rui Azinhais Nabeiro, e actualmente liderada pelo seu neto Rui Miguel Nabeiro, ocupa o lugar cimeiro do pódio com 84,2 pontos, seguido da Nestlé (83,7) e Olá (83,4). O Top 10 é ainda composto pela Nestum (83,3), Compal (82,5), Água das Pedras (81,9), Luso (81,8), Nivea (81,2), Cerelac (81,1) e Colgate (81,1).
Ao longo de todo o ano, foram auditadas mais de duas mil marcas, pertencentes a mais de setenta sectores de actividade, com base numa amostra representativa de mais de 50 mil cidadãos portugueses, que reflectem a sociedade em termos de geografia, género, idade, grau de formação e classe social.
O estudo utiliza o RepScore™, uma metodologia que avalia desde 2009 o posicionamento e os níveis emocionais e racionais de reputação das marcas. Esta análise inclui um trabalho contínuo de campo ao longo de 52 semanas, com a participação de cidadãos representativos da sociedade portuguesa e de mais de 8.000 C-Levels empresariais, além de 900 jornalistas.
Estrada da Figueira, em Campo Maior, com obras de repavimentação num investimento de 1,2 M€
O Município de Campo Maior lançou um concurso público para a repavimentação e reperfilamento dos Caminhos Municipais 1087 e 1116, conhecidos como Estrada da Figueira, numa obra orçada em 1,22 milhões de euros.
A empreitada visa a beneficiação deste troço rodoviário, que estabelece a ligação entre a Estrada Nacional 373 e a entrada da vila de Campo Maior, através da Avenida Fonte das Negras. O caminho encontra-se degradado, com diversas irregularidades na faixa de rodagem, bermas e valetas, comprometendo a segurança rodoviária e a mobilidade na região.
Os trabalhos previstos incluem a reposição da camada de base com tapagem de covas e buracos, a pavimentação das bermas com betão betuminoso e a construção de valetas de betão para escoamento de águas pluviais. A intervenção abrange uma extensão de 4.430 metros e prevê ainda a colocação de sinalização horizontal e vertical.
O prazo de execução da obra é de 90 dias, e o Anúncio de procedimento n.º 2883/2025, foi publicado no Diário da República no dia de 5 de fevereiro.
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Festival dos Grous com VII edição na aldeia de Ouguela, Campo Maior
A aldeia de Ouguela, no concelho de Campo Maior, uma das localidades do país indicada para a observação de grous, recebe, entre amanhã e domingo, de 15 a 19 de janeiro, a sétima edição do festival dedicado a esta ave, que se deixa avistar, sobretudo, entre novembro e fevereiro.
Organizado pelo Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura (GEDA), com o apoio do Município de Campo Maior e do projeto Eurobird, o festival contempla, uma vez mais, tanto atividades destinadas à comunidade escolar, como ao público em geral, de acordo com João Sanguinho, um dos responsáveis pela iniciativa. “O primeiro dia destinado à comunidade escolar vai ter como principal foco a montagem de caixas-ninho numa zona arborizada no perímetro urbano de Campo Maior”, revela.
Os alunos de 5º ano terão oportunidade, na quinta-feira, de assistir ao filme “O Montado do Lince Ibérico”. De acordo com João Sanguinho, com este filme, o GEDA procura mostrar aos mais novos que é possível haver “um equilíbrio entre o ser humano e a natureza”.
Para os alunos de 6º ano, na sexta-feira, está preparada uma visita ao Centro Ambiental do Xévora. Ali, terão oportunidade de conhecer os conteúdos expositivos daquele espaço, bem como participar numa palestra, na qual o GEDA conta com a colaboração do SEPNA da GNR. Logo de seguida, irão participar num percurso pedestre entre o Centro Ambiental e o Castelo de Ouguela, onde haverá espaço para a observação de grous.
No sábado, e já para o público em geral, o GEDA promove uma saída de campo para observação de aves, um almoço convívio e as já tradicionais jornadas técnicas do festival. Nestas jornadas, adianta João Sanguinho, participam várias entidades, como a Escola de Biociências de Elvas, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, a Associação Palombar e a Universidade do Porto. No domingo, no último dia do festival, a par de uma caminhada pela Rota dos Grous, haverá ainda degustação de produtos regionais no Centro Ambiental do Xévora.
As inscrições para estas atividades do fim de semana podem ser feitas até sexta-feira, 17 de janeiro, no site do GEDA.
Conheça a programação completa do festival:
Concerto de Reis de Eugenio Monge, no Convento da Imaculada Conceição em Campo Maior
Eugenio Monge, "Venid acá pastorcitos" com o Coro das Irmãs do Convento de Santa Beatriz e Matthias Müller, levaram a efeito, na passada segunda-feira, dia 6 de Janeiro, dia de Reis, na Igreja do Mosteiro da Imaculada Conceição, o Concerto de Reis.
Novos órgãos sociais da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior já tomaram posse
No passado dia 7 de janeiro, teve lugar na Igreja Matriz de Campo Maior a cerimónia de tomada de posse dos novos Corpos Gerentes da Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior, com José Jorge Pereira a assumir o cargo de Provedor para o quadriénio 2025 - 2028, sucedendo desta forma a Luís Machado.
A cerimónia foi precedida de uma missa de celebração da eucaristia pelo Cónego Francisco Bento, onde estiveram presentes várias entidades e representantes de várias instituições do concelho de Campo Maior.
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