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Termina na próxima segunda-feira o prazo de candidaturas às Bolsas de Estudo do Município de Campo Maior


Os estudantes do concelho de Campo Maior que pretendam concorrer às Bolsas de Estudo atribuídas pelo Município, para o ano letivo 2026/2027, têm até à próxima segunda-feira, dia 2 de novembro, para apresentar a sua candidatura.
A autarquia disponibiliza um total de cem bolsas de estudo, cada uma no valor de 750 euros, correspondendo a um apoio mensal de 75 euros, durante dez meses.
A medida destina-se a apoiar os jovens campomaiorenses que frequentam o ensino superior, abrangendo diferentes percursos académicos, desde os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) aos Cursos de Especialização Tecnológica (CET), licenciaturas e mestrados.
Das cem bolsas disponíveis, 50 destinam-se a estudantes de Licenciatura e Mestrado, enquanto as restantes 50 serão atribuídas a alunos que frequentem CTeSP e CET.
O presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, Luís Rosinha, sublinha a importância deste apoio para os estudantes e respetivas famílias, deixando um apelo à participação: “Concorram, que o município terá todo o gosto de ajudar os jovens campomaiorenses, numa medida que cobre praticamente aquilo que são os valores das propinas universitárias”.
O autarca manifesta ainda a vontade de que o número de bolsas possa vir a ultrapassar as cem inicialmente previstas, caso o volume de candidaturas o justifique, garantindo que o Município aguarda as candidaturas de todos os estudantes interessados.
As candidaturas devem ser entregues no Balcão de Inclusão do Município de Campo Maior.

Campo Maior recebeu a visita de Cirilo Lima, Prefeito do Município brasileiro de Quixerambim


Campo Maior recebeu oficialmente a visita de Cirilo Lima, Prefeito do Município de Quixeramobim, Ceará, Brasil, cidade que em tempos se chamou Nova Vila de Campo Maior. De passagem por Portugal, o autarca brasileiro fez questão de passar pelo nosso concelho no sentido de apresentar cumprimentos e dar a conhecer o seu território.
A comitiva conheceu também o projeto do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, numa oportunidade de partilha de experiências e conhecimento.




Campo Maior entre os concelhos mais baratos do país para comprar casa para renovar


O preço médio por metro quadrado dos imóveis para renovar apresenta diferenças expressivas entre concelhos portugueses.
Segundo uma análise do Imovirtual aos apartamentos e moradias anunciados para venda que necessitam de obras, Cascais apresenta o valor mais elevado, nos 5.727 euros por m², enquanto a Pampilhosa da Serra regista o mais baixo, nos 222 euros por m². A diferença entre os 2 concelhos ultrapassa os 5.500 euros por m², com Cascais a apresentar valores cerca de 26 vezes superiores.
Entre os concelhos com preços mais baixos, destacam-se sobretudo territórios do interior. Depois da Pampilhosa da Serra, surgem Mogadouro e Sátão, ambos com 250 euros por m², seguindo-se Penedono (302 €/m²), Carregal do Sal (306 €/m²), Campo Maior (308 €/m²) e Oleiros (309 €/m²). Miranda do Corvo (318 €/m²) e Gouveia (328 €/m²) completam o conjunto dos concelhos mais acessíveis identificados na análise.
A comparação entre preço e dimensão dos imóveis mostra que os valores mais reduzidos não resultam necessariamente de habitações mais pequenas. Na Pampilhosa da Serra, a área mediana dos imóveis para renovar é de 151 m², enquanto em Penedono atinge os 145 m² e em Carregal do Sal os 149 m².
Estes resultados mostram que, em determinados concelhos do interior, é possível encontrar imóveis com áreas relativamente elevadas e preços anunciados por m² reduzidos, embora o investimento necessário para a sua recuperação possa variar significativamente.
“Comprar um imóvel para renovar pode representar uma oportunidade para quem procura um preço de aquisição mais baixo, sobretudo em determinados concelhos do interior. No entanto, nos mercados mais caros, mesmo os imóveis que necessitam de obras apresentam valores muito elevados, frequentemente distantes dos orçamentos de muitas famílias portuguesas. Quando a este preço se acrescentam os custos de recuperação, o investimento necessário pode tornar-se ainda mais exigente, mostrando que a necessidade de renovação não significa, por si só, uma habitação mais acessível”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.
No extremo oposto, Cascais lidera os preços médios dos imóveis para renovar, com 5.727 euros por m², seguido de Lisboa, com 5.143 euros por m², e Oeiras, com 4.773 euros por m². Lagos surge na posição seguinte, com 3.902 euros por m², enquanto Amadora e Grândola apresentam o mesmo valor, de 3.836 euros por m².Entre os restantes concelhos com preços elevados destacam-se o Funchal, com 3.802 euros por m², Odivelas (3.784 €/m²) e Albufeira (3.671 €/m²).
A distribuição evidencia uma concentração dos valores mais elevados na Área Metropolitana de Lisboa, no Algarve e no Funchal, contrastando com os preços significativamente inferiores registados em vários concelhos do interior.
A análise por metro quadrado permite também compreender melhor as diferenças entre mercados. Em Lisboa, os imóveis para renovar apresentam um preço médio de 449 mil euros e uma área mediana de 84 m², enquanto em Cascais o valor atinge os 700 mil euros, com uma área mediana de 131 m². Apesar destas diferenças, ambos os concelhos apresentam preços por m² elevados.
Outro exemplo surge na Amadora e em Grândola, onde o preço médio por m² é idêntico, nos 3.836 euros, apesar de os imóveis apresentarem características distintas. Na Amadora, o preço médio situa-se nos 268 mil euros, com uma área mediana de 70 m², enquanto em Grândola atinge os 540 mil euros, com uma área mediana de 108 m².
“A comparação entre imóveis para renovar e prontos a habitar mostra que a diferença de preço pode ser muito significativa, mesmo dentro do mesmo concelho. Em Grândola, os imóveis para renovar apresentam preços por m² 52% inferiores aos dos imóveis prontos a habitar, enquanto no Porto essa diferença chega aos 38%. Já em Lisboa e Cascais, a distância é menor, de 25,6% e 17,3%, respetivamente.
Estes dados mostram que a opção de comprar para renovar pode representar uma diferença relevante no investimento inicial, mas é fundamental considerar os custos das obras para perceber o valor total da aquisição e recuperação”, acrescenta Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.

As Mais Poderosas: Rita Nabeiro ocupa a terceira posição da categoria de Turismo, Hotelaria e Vinhos


Rita Nabeiro, CEO da Adega Mayor, ocupa a terceira posição da categoria de Turismo, Hotelaria e Vinhos, no ranking de 2026 das Mais Poderosas nos Negócios, com uma avaliação total de 62 pontos.

A revista Forbes Portugal acaba de lançar, na edição em papel que está agora em banca, a sua lista anual que destaca as mulheres portuguesas Mais Poderosas no mundo dos negócios. Tal como já aconteceu em 2024, o ranking deste ano foi novamente organizado por 11 categorias, correspondentes aos vários setores de atividade em que atuam. Rita Nabeiro, 45 anos, CEO da Adega Mayor ocupa, com uma pontuação total de 62 pontos, a terceira posição da categoria de Turismo, Hotelaria e Vinhos. Esta categoria é liderada pela empresária Luisa Amorim, CEO da Quinta Nova da Senhora do Carmo.
Rita Nabeiro é neta do conceituado fundador da Delta, Rui Nabeiro, falecido em 2023. Licenciada em Design de Comunicação, a gestora é, além de administradora no grupo Nabeiro, responsável pela área dos vinhos do grupo, a Adega Mayor. É ainda presidente do BCSD Portugal, associação empresarial para a área da sustentabilidade.

Com uma avaliação total de 62 pontos, Rita Nabeiro, CEO da Adega Mayor, ocupa a terceira posição da categoria de Turismo, Hotelaria e Vinhos do ranking de 2026 da Forbes Portugal.

Nascida em 1980, concluiu a sua licenciatura na Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, tendo trabalhado em projetos ligados à área da fotografia, do design e do empreendedorismo social. Entre 2005 e 2006 trabalhou em Itália como designer de comunicação, tendo, de seguida, entrado para o grupo familiar, então para o departamento de marketing. Foi em 2012 que atingiu o cargo de CEO da Adega Mayor, sediada em Campo Maior, junto ao complexo industrial da Novadelta.
Fundado em 2007, este projeto vitivinícola do Grupo Nabeiro conta já com mais de 200 vinhos premiados, dentro e fora de fronteiras. As suas vinhas estão localizadas na Herdade das Argamassas e Herdade da Godinha, no Alentejo. A sociedade promove ainda um projeto de enoturismo, com provas de vinho, cursos, workshops e piqueniques na vinha.

A metodologia aplicada nas avaliações da Forbes Portugal

O ranking das mulheres portuguesas com mais poder nos negócios, dentro e fora de fronteiras, é elaborado com base numa avaliação de centenas de empresas e instituições, das quais são retirados e avaliados mais de 150 nomes de CEO, diretoras-gerais, administradoras, acionistas e empreendedoras.
A avaliação é feita com base em cinco critérios, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado. A Forbes avaliou e pontuou estes nomes pela Fortuna, pessoal ou familiar; pelo Poder de Decisão – se é CEO, presidente do Conselho de Administração, administradora ou acionista -, Poder de Influência, ou seja a sua projeção fora da empresa, seja em programas de responsabilidade social e cívica em que se envolve, seja associações em que participa, artigos que escreve e participação ativa nas redes sociais (sobretudo Linkedin); pela Dimensão do negócio – se são grandes negócios internacionais, em que países estão presentes, qual a área geográfica de ação; e pelo seu Empreendedorismo, se apenas fez carreira numa área, ou se envolveu na criação de empresa, etc.

A avaliação da Forbes Portugal é feita com base em cinco critérios ou dimensões, pontuados de zero a 20, obtendo-se assim uma pontuação final para cada nome analisado.

Tal como a lista de 2024, também este ano o ranking foi organizado por setores de atividade. Depois de pontuados, os nomes foram organizados por 11 categorias entrando na lista apenas as cinco primeiras de cada categoria. Nas categorias com mais elementos, como a da Banca, Finanças e Investimento e a de Indústria, as duas com mais nomes analisados, ficaram inúmeras mulheres bem pontuados de fora, com pontuações mais elevadas do que as primeiras cinco de outras categorias.

Prova 24 Horas TT de Fronteira regressa de 3 a 6 de dezembro


As BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira regressa à vila alentejana entre os dias 3 e 6 de dezembro, com vários dias dedicados à competição e ao convívio em torno da modalidade.
Organizado pelo ACP – Automóvel Club de Portugal, o evento é uma das principais referências do calendário nacional de todo-o-terreno, reunindo pilotos e equipas de diferentes pontos do mundo.
À semelhança das edições anteriores, a iniciativa promete voltar a atrair milhares de aficionados a Fronteira. Além da prova principal, o programa desportivo inclui também as 4 Horas SSV Vila de Fronteira.
Na edição anterior, mais de 300 pilotos participaram na competição, acompanhada por milhares de pessoas ao longo do fim de semana.
A vitória pertenceu a Luís Cidade, João Monteiro, Mário Franco e Pedro Santinho Mendes, ao volante de um Can-Am Maverick R. O triunfo permitiu a uma equipa portuguesa regressar ao primeiro lugar do pódio, quebrando a tradição de vitórias francesas na prova.

GNR intensifica patrulhamento nas estradas durante a Operação “Todos os Santos”


A Guarda Nacional Republicana (GNR) vai intensificar o patrulhamento rodoviário entre esta sexta-feira, 30 de outubro, e domingo, 1 de novembro, no âmbito da Operação “Todos os Santos”, com o objetivo de reduzir a sinistralidade e garantir a segurança das deslocações durante este período.
A operação vai decorrer nas estradas com maior fluxo de tráfego em todo o território continental, numa altura em que se prevê uma maior intensidade de circulação rodoviária devido às deslocações associadas ao Dia de Todos os Santos.
Durante estes três dias, militares dos Comandos Territoriais e da Unidade Nacional de Trânsito (UNT) vão desenvolver ações coordenadas de policiamento geral, combate à criminalidade, patrulhamento e fiscalização rodoviária. A intervenção pretende também assegurar a fluidez do trânsito e prestar apoio aos utentes das vias.
No âmbito desta operação, a GNR apela aos condutores para adotarem comportamentos responsáveis ao volante, nomeadamente o cumprimento das regras de trânsito, com especial atenção às manobras de ultrapassagem, mudança de direção, inversão do sentido de marcha e cedência de passagem, bem como à manutenção da distância de segurança.
A Guarda recomenda ainda a utilização correta do cinto de segurança e dos sistemas de retenção para crianças, desaconselha a utilização do telemóvel durante a condução e alerta para a importância de adequar a velocidade às condições da estrada e da circulação.
A GNR reforça também que os condutores devem abster-se do consumo de bebidas alcoólicas ou substâncias psicotrópicas antes ou durante a condução, sublinhando que a prevenção da sinistralidade rodoviária continua a ser uma prioridade estratégica da instituição.

GNR efetua várias detenções e apreensões na última semana em todo o país


A Guarda Nacional Republicana, para além da sua atividade operacional diária, levou a efeito um conjunto de operações, em todo o território nacional, entre os dias 23 a 29 de outubro, que visaram, não só, a prevenção e o combate à criminalidade e à sinistralidade rodoviária, como também a fiscalização de diversas matérias de âmbito contraordenacional, registando-se os seguintes dados operacionais provisórios:

Detenções: 536 detidos em flagrante delito, destacando-se:

· 130 por condução sem habilitação legal;
· 185 por condução sob o efeito do álcool;
· 21 por tráfico de estupefacientes;
· 20 por incêndio florestal;
· 17 por furto e roubo;
· 14 por posse ilegal de armas e arma proibida;
· Sete por violência doméstica.

Apreensões:

· 902,36 doses de haxixe;
· 510,928 doses de liamba;
· 346,3 doses de heroína;
· 194,8 doses de cocaína;
· 35,28 doses de óleo de canábis;
· 10 doses de MDMA;
· Quatro pés de canábis;
· 40 armas de fogo;
· 16 armas brancas ou proibidas;
· 2 083 munições;
· 12 veículos;
· Uma embarcação;
· 1 152,64 euros em numerário.

Trânsito:

Fiscalização: 7 873 infrações detetadas, destacando-se:

· 984 excessos de velocidade;
· 885 por falta de inspeção periódica obrigatória;
· 423 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização;
· 394 relacionadas com tacógrafos;
· 380 por falta de seguro de responsabilidade civil;
· 294 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei;
· 272 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução;
· 176 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças.

GNR homenageia José Valter Canastreiro na celebração do 18.º aniversário do Comando de Portalegre


O Comando Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana (GNR) assinalou, na manhã desta quinta-feira, 29 de outubro, o seu 18.º aniversário, com uma cerimónia militar realizada na Avenida Heróis dos Atoleiros, em Fronteira.
A sessão, numa homenagem pública ao trabalho diário desenvolvido pelos homens e mulheres da GNR, em prol da segurança e do bem-estar da comunidade, foi presidida pelo secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, e contou com a presença de diversas entidades civis e militares.
Durante a cerimónia, que incluiu o habitual desfile das forças em parada, com a apresentação de todas as valências desta força de segurança, foi ainda prestada uma simbólica homenagem a José Valter Canastreiro, militar da GNR e bombeiro voluntário de Campo Maior, que faleceu em fevereiro, enquanto prestava serviços de apoio às comunidades afectadas pelo mau tempo.
O comandante do Comando Territorial de Portalegre da GNR, coronel Luís Candeias, durante o seu discurso, recordou o antigo militar de Campo Maior, e lembrou que, pese embora o Comando só agora tenha atingido a maioridade, o serviço da GNR no Alto Alentejo iniciou-se em 1911.
Foram ainda condecorados, no decorrer da cerimónia, diversos militares por comportamento exemplar, a três níveis: ouro, prata e cobre.

Centro Comercial El Faro cancela desfile de Halloween devido a acidente ferroviário


O Centro Comercial El Faro, em Badajoz, cancelou o Grande Desfile de Bruxas, previsto para esta sexta-feira, 30 de outubro, na sequência do grave acidente ferroviário ocorrido em Toledo na quarta-feira, dia 28 de Novembro.
Numa publicação nas redes sociais, o centro comercial manifestou o seu apoio e solidariedade para com todas as pessoas afetadas pelo acidente, expressando também carinho pelas vítimas e respetivas famílias.
A decisão de cancelar o evento foi tomada por respeito às vítimas e aos seus familiares, tendo o Centro Comercial El Faro agradecido a compreensão de todos os que aguardavam a realização do desfile.
O evento estava previsto para integrar as iniciativas de Halloween promovidas pelo espaço comercial.

CP prepara comboios de passageiros para a nova linha entre Évora e Elvas


A CP – Comboios de Portugal está a preparar uma oferta comercial de passageiros para o troço ferroviário entre Évora e Elvas, que deverá entrar em exploração entre o final de 2026 e o início de 2027, segundo avança a RTP Antena 1. A empresa garante que pretende manter os serviços da Linha do Leste, apostando na complementaridade entre as duas ligações.

Em declarações à RTP Antena 1, a propósito dos 170 anos da ferrovia em Portugal, a transportadora pública confirmou que está a preparar a operação para o novo troço, embora ainda não revele pormenores sobre horários, frequências ou material circulante.
«A CP está a preparar uma oferta para ser implementada assim que a linha seja aberta à exploração», indicou a empresa, sublinhando que a decisão de disponibilizar a infraestrutura para exploração comercial cabe à Infraestruturas de Portugal (IP).
A data de abertura continua, contudo, por confirmar. As informações públicas mais recentes apontavam para o final deste ano ou o início de 2027, estando o troço ainda sujeito a testes.Linha do Leste vai continuar em funcionamento
Uma das principais garantias deixadas pela CP à RTP Antena 1 diz respeito à manutenção da Linha do Leste, que liga o Entroncamento a Badajoz. A operadora assegura que não pretende eliminar os serviços de passageiros existentes na sequência da abertura da nova ligação ferroviária.
O objetivo passa, segundo a empresa, por «estabelecer uma complementaridade entre a nova ligação e a oferta atualmente existente».
A definição da operação dependerá, no entanto, das condições de exploração da infraestrutura e da disponibilidade da linha. Continuam por esclarecer aspetos como os horários, o número de circulações, a tipologia dos serviços e o material circulante que será utilizado.
Também não foi confirmado se a CP recorrerá a alguns dos 22 novos comboios regionais da Stadler para assegurar a operação.Mercadorias e ligação a Espanha
O novo troço integra o corredor ferroviário de mercadorias entre o Porto de Sines e Elvas, considerado estratégico para o transporte de bens e para a ligação ferroviária de Portugal a Espanha.
A infraestrutura poderá igualmente assumir um papel importante no desenvolvimento da futura ligação de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, apontada para 2030.
Apesar das expectativas em torno do projeto, persistem críticas relacionadas com o transporte de mercadorias, nomeadamente pela ausência de paragens na zona dos mármores, uma área económica relevante do Alentejo.
O relatório do Orçamento do Estado, no capítulo dedicado à ferrovia, faz referência à «abertura à exploração da linha Évora-Badajoz», sem esclarecer, contudo, como será organizada a futura oferta de passageiros nem se haverá alterações à ligação ferroviária atualmente assegurada pela Linha do Leste.